Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam (Ct 8: 6-7; Fiel).

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Músicas que os pais fizeram aos seus filhos (II) - "Filho adotivo" com Sérgio Reis

Como disse no post anterior, selecionei músicas que os pais fizeram aos seus filhos ou que giram ao redor deste tema da relação pai e filho. 

Esta música sempre me emocionou profundamente. Desde o carisma e a voz lindíssima de Sergio Reis até a letra que remete a um tempo em que a música sertaneja refletia os bons valores do homem do campo.  

Infelizmente, a música sertaneja também foi atingida pela decadência cultural que assola o Brasil e, desde o infame "sertanejo universitário" com suas duplas que cantam, em sua maioria, sobre "beber, cair e levantar", tudo parece muito distante daquilo que ouvíamos noutros tempos.

Todavia, trouxe esta música para reeditar um texto que escrevi há alguns anos sobre o tema da adoção, o texto intitula-se "A missão de adotar". Este é fruto da reflexão em torno dessa música cantada por Sérgio Reis. Segue abaixo:

"...vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos" (Gálatas 4: 4-5).

Você já pensou em adotar?

Há algumas adoções às quais eu gostaria de chamar a sua atenção.

1) Adotar um povo: toda igreja e todo cristão são chamados a orar pela obra de evangelização que deve se espalhar sobre toda a terra. Adotar um povo é conhecer suas características, problemas sociais e políticos e orar pelos missionários que ali se encontram ou orar para que sejam enviados missionários para lá (nem que esse missionário seja você mesmo). Por exemplo, vim de uma Igreja em Brasília que todo ano se envolve no projeto “missionários voluntários” para levar a Palavra de Deus, suprimentos materiais, oficinas, etc, para algum povo. Neste projeto, os membros da Igreja já foram para a África, Piauí, Corumbá, etc;

2) Adotar uma causa: você é chamado a orar e trabalhar em alguma causa que beneficie o próximo e que espalhe a glória de Deus sobre homens e mulheres. Por exemplo, conheço a ATINI, que é uma ONG que cuida de crianças indígenas que seriam mortas, porque algumas culturas realizam no Brasil o que é conhecido como infanticídio (veja mais aqui);

3) Adotar uma família ou criança: conheci um senhor abastado financeiramente na cidade de Caldas Novas (GO) que adotou uma família. A família adotada era pobre e os filhos haviam se envolvido com drogas e as filhas adolescentes estavam grávidas e em situação moral e espiritual deploráveis. Ele, então, começou pelo casal: evangelizou-os, tirou-os do barraco em que se encontravam; pôs o homem num curso de jardinagem e o indicou a alguns amigos, empregando-o; pôs a mulher num curso de cozinheira, conseguindo emprego para ela também; realizou o casamento deles; apoiou financeiramente os filhos daquele casal, enfim, “comprou a briga”. Hoje, esse casal restaurado é diácono na Igreja da cidade e seus filhos são os melhores alunos nas escolas em que estudam, porque são instigados a isso, já que sabem do apoio financeiro, emocional e espiritual que a família tem recebido.

Uma história de adoção:
Certa mulher, há quase quarenta anos, num estado muito pobre de um país chamado Brasil, entrara numa creche onde ficavam crianças que eram filhos de pais com hanseníase, por isso elas eram mantidas longe, separadas dos pais. Naquele tempo distante, o contágio com a doença era terrível e, certamente, a maioria daqueles pais definhava até a morte por causa da hanseníase. Aquela mulher viu ali um bebê cujo destino era uma incógnita. Filho de pais miseráveis e portadores de lepra: na verdade, o pai não se sabia quem era e a mãe já se encontrava com a doença em estado avançado. O que seria daquela criança? Naquelas condições de pobreza, atraso e falta de higiene, poucas alternativas restariam que pudessem trazer alguma esperança de futuro ao bebê. Providencialmente, naquele dia em que a visitante viu aquele bebezinho, por causas insondáveis (porque o amor sempre terá uma causa insondável!), ela o adotou.

Agora, estou pensando nas crianças vítimas de situações de risco e pensando nessa minha história. Sei que o bebê da minha história viveu o suficiente para conhecer Jesus Cristo e, então, eu desejo o mesmo para tantas outras crianças que vivem realidades tão difíceis. A criança da minha história cresceu, estudou, constituiu uma linda família e, agora, depois que conheceu o amor dAquele que adota incondicionalmente, também tem adotado um povo, uma causa, famílias e crianças.

A igreja é desafiada a adotar. Missões é adotar. Assim como fomos adotados por Deus em Cristo Jesus, precisamos em amor responder a Ele e espalhar a Sua glória sobre a terra, adotando povos, causas, famílias, crianças. Se você tem orado por missões, gostaria que você olhasse sob uma perspectiva diferente hoje. Quando você disser que também é um missionário, lembre-se das implicações de suas palavras. Você está dizendo: “Eu sou um adotador”, porque, na verdade, fomos adotados por Deus para adotar!

2 comentários:

Anônimo disse...

É. Adotar é um ato de amor. E tem que ser feito com muita responsabilidade e sob a direção de Deus. Mto bom o texto professor Fábio!!! Abraço! Bia (do Jorge!)

Luciana Silva disse...

Não sou mãe ainda, mas se Deus me dê o privilégio, farei com o auxilio Dele e pra Ele com muita excelência! Maternidade é um dom!


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